Uma das adaptações que acho mais tosca é Frankenstein de Mary Shelley. Infelizmente, assisti o filme (preto e branco, que não deixa de ser um classico) antes de ler o livro. Depois de ler o livro fiquei indignado pelo filme não ter muito haver com a história original. O nome original do livro é Frankenstein: or the Modern Prometheus traduzindo Frankenstein ou o Moderno Prometeu. No romance relata a historia de Vitor Frankenstein ( não Dr. Dracula) um estudante de ciencias naturais
que constroi um monstro. Ele não é nomeado por Mary Shelley, apenas referido como “criatura”, “monstro”, “demônio”, “desgraçado" por seu criador. No entanto na cultura popular é conhecido como Frankenstein. O livro tambem descreve o monstro como uma criatura estremamente agil, longe de ser aquele gigante desajeitado do cinema.

Esses dias, no chuveiro, estava pensando " Caramba, faz uns 10 anos que eu parei de estudar. Não lembro direito dos livros que li no colegial. Livros que caem no vestibular". Aos mesmo tempo pensei " Porra, o cinema brasileiro tá bem na fita! Deve ter saído no cinema, não preciso ler de novo!". Não que só pela qualidade dos filmes ter melhorado, que hoje tenha mais grandes titulos da literatura lançados. Mas é que agora é bem mais facil achar, acessar informações.
Outros livros que sabia que tinha virado filme eram Macunaíma (1969, vivido por Grande Otelo) e Morte e Vida Severina, mas na epoca era tão dificil de se achar o VHS que compensava ler o livro mesmo.
Por coincidência assisti na tv, essa semana mesmo, em um episódio de Seinfeld sobre esse assunto. Nele George estava em um grupo de literatura e ia ter uma prova sobre um livro. Ficou a semana inteira tentando ler o bendito do livro e não conseguia. Dizia que só conseguia se concentrar lendo sobre esporte. Então, Jerry deu a brilhante ideia de George assistir o filme do livro. Ou seja trapacear, mas na hora do desespero é uma saída. Em meu tempo de estudante apelava para resumos.


Os contras de se assistir o filme antes de ler o livro é que alem de estragar todo o suspense, acaba com o imaginário. Exemplo que quando li Anjos e Demonios já sabia que o personagem principal do livro, no cinema, foi interpretado por Tom Hanks. Enquanto lia por mais que forçasse a imaginação quem vinha a mente era o Tom Hanks. O personagem no cinema nunca fica como se imagina lendo.
Assistir em filme pode ser bom para quem tem preguiça de usar a imaginação, ou mesmo não tem muita imaginação. Com as produções de cinema podemos ter tudo pronto e mastigado. Temos personagens, cenarios e até efeitos especiais. Sem duvida não podemos tirar a importancia da sétima arte em nossas vidas. Assim como não podemos perder o hábito da leitura.












